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Plataformas corporativas captam bilhões e modernizam ecossistema financeiro e urbano

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Capítulo 11 do Tecnologia em Perspectiva
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A pressão acelerada por inteligência artificial e a demanda massiva de dados no cenário pós-pandemia obrigaram grandes corporações a realizar reformas profundas em suas estruturas digitais. As arquiteturas monolíticas tradicionais, que concentram todas as operações corporativas em um único bloco de código rígido, tornaram-se um risco sistêmico inadiável diante da baixa latência e da escalabilidade exigidas pelos serviços modernos. Como reflexo dessa busca por capacidade computacional, um rumor aponta que a Nscale, provedora de infraestrutura em nuvem, tenta captar cerca de três bilhões e meio de dólares antes de sua oferta pública inicial de ações (IPO), sendo dois bilhões oriundos da fabricante Nvidia. Em paralelo, instituições como o banco australiano People First Bank e a operadora Taiwan Mobile, em aliança com a empresa de tecnologia Systex, avançam na migração de seus sistemas para ecossistemas de microsserviços.

Paralelamente, o fluxo de capital deslocou seu foco da atração de usuários de varejo para o mercado B2B, voltado a soluções entre empresas. Casos como o da startup saudita FlyAkeed, que captou mais de vinte e cinco milhões de dólares para uma plataforma corporativa de viagens, e o da startup indiana RentoMojo, que se prepara para ir à bolsa alegando ter uma cadeia de suprimentos inimitável, ilustram essa nova dinâmica. Na análise do Professor, a promessa dessas empresas de possuir uma vantagem competitiva inexpugnável funciona com frequência como uma cortina de fumaça pré-IPO, visto que barreiras meramente operacionais raramente resistem ao volume bruto de capital dos concorrentes.

Essa corrida por modernização, contudo, acarreta desdobramentos regulatórios e geopolíticos. O Professor vê nisso o estopim de uma reação pública contra a concentração da infraestrutura de inteligência artificial, exemplificada por manifestações de desaprovação do senador norte-americano Bernie Sanders na rede X sobre o gargalo econômico controlado por poucas corporações dominantes. Ao tentarem evitar o colapso de suas tubulações de dados, bancos e indústrias tradicionais acabam empurrados diretamente para o centro do debate político sobre monopólios digitais.

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