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Invasores usam caracteres invisíveis e blockchain para ocultar ataques cibernéticos

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Capítulo 5 do Tecnologia em Perspectiva
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Cibercriminosos estão combinando o uso de caracteres invisíveis e redes descentralizadas para elevar a sofisticação de ataques virtuais. Por meio da técnica conhecida como *ASCII smuggling*, atacantes intercalam caracteres Unicode ocultos do bloco *Tags* em palavras-chave financeiras de e-mails. Para o leitor humano, a mensagem permanece legível, mas o motor do antivírus lê uma sequência caótica de símbolos que burla as regras de bloqueio. Documentado inicialmente em investidas para contornar os filtros de alinhamento de Inteligência Artificial, esse método foi adaptado para campanhas de *phishing*. Ao mesmo tempo, mais de 5.400 sites de pequenas empresas foram comprometidos com scripts vinculados à técnica *EtherHiding*, que hospeda os comandos do *malware* em contratos inteligentes na rede BNB Smart Chain. Na análise do Professor, essa mudança altera profundamente a segurança da informação, pois substitui servidores centrais vulneráveis a intimações judiciais por uma infraestrutura descentralizada e praticamente indestrutível.

Na ponta final, as páginas hackeadas exibem falsos erros de navegador no modelo *ClickFix*, enganando a vítima para que execute comandos maliciosos nativos no PowerShell ou no recurso Executar do Windows. A empresa de cibersegurança Netskope relatou que quase 400 sites infectados consultavam a *blockchain* diariamente em agosto de 2026. Em contrapartida, a Microsoft alega que seu sistema Defender interceptou mais de 99% das mensagens em um pico de 2,37 milhões de envios diários no final de fevereiro de 2026, utilizando análise de reputação de IP e histórico de domínio, enquanto a plataforma ActiveCampaign declarou tratar o uso de caracteres invisíveis como indicativo de fraude. No entanto, o Professor vê nisso um colapso iminente das ferramentas defensivas que dependem apenas de indicadores estáticos. Como cenário futuro, projeta-se a implementação de bloqueios corporativos severos contra qualquer chamada de API direcionada a infraestruturas de Web3, fazendo com que esses endereços de criptomoedas sejam considerados inseguros por padrão nos ambientes de trabalho.

Fontes: 1 · 2

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