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Estudo calcula o ganho de velocidade das placas gráficas em 30 anos

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Capítulo 12 do Tecnologia em Perspectiva
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Um levantamento publicado pelo veículo especializado PC Watch calculou o avanço no desempenho das placas de vídeo ao longo de três décadas, utilizando como métrica a capacidade de cálculo de ponto flutuante de precisão simples, o FP32. O estudo concluiu que o poder de processamento das GPUs da NVIDIA aumentou cerca de 514 mil vezes desde meados da década de 1990, enquanto as placas da AMD, considerando o histórico da predecessora ATI, registraram um salto superior a 1,5 milhão de vezes. Na análise do Professor, esse multiplicador mais elevado da AMD não indica que suas placas modernas sejam três vezes mais rápidas, mas sim um artefato matemático decorrente da arquitetura dos modelos base usados no início da contagem. Atualmente, ambas competem no mesmo patamar absoluto, na casa dos TFLOPS, ou trilhões de operações por segundo.

Essa evolução refletiu uma metamorfose profunda na própria essência do hardware. O processamento gráfico transicionou de circuitos rígidos de função fixa, como o antigo Hardware T&L (Transformação e Iluminação), para os Shaders Programáveis e, posteriormente, para os Shaders Unificados introduzidos na era do DirectX 10. Ao eliminar a divisão rígida entre a criação de geometria e a pintura de pixels, as placas de vídeo se converteram em estruturas altamente flexíveis e voltadas para cálculos matemáticos massivos e paralelos.

Essa vocação matemática coincidiu com as exigências da inteligência artificial contemporânea, cujas redes neurais dependem da multiplicação de matrizes gigantescas — uma operação arquiteturalmente quase idêntica ao cálculo de luz em cenários virtuais. O Professor antevê um cenário futuro no qual a corrida por infraestrutura de inteligência artificial continuará ditando a alocação de capital e do espaço físico no silício. Com isso, é provável que as futuras arquiteturas dediquem cada vez menos espaço à rasterização gráfica estrita para maximizar unidades de matrizes e tensores, fazendo com que os gráficos tridimensionais passem a ser apenas um subproduto estético do poder bruto de cálculo generalista dessas placas.

Fontes: 1

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