Artigos são as leituras longas do Tectônica, narradas pelo Professor, sobre os assuntos que merecem mais de um capítulo: contexto, números, fontes e o que ainda não se sabe. Toda afirmação traz a fonte no rodapé da matéria.

Artigo
A história do Vale do Silício: do pomar ao arsenal da guerra digital
Oitenta anos atrás, o lugar era um tapete de pomares chamado Vale das Delícias do Coração. Hoje é a maior concentração de poder tecnológico do planeta — e o material que lhe deu nome virou o recurso mais disputado da geopolítica, à frente do petróleo. Esta é a história de como a areia aprendeu a pensar: dos laboratórios ao mercado, da garagem de Jobs ao contrato de Gates com a IBM, da academia que inventou o futuro à guerra digital que o disputa agora.

Artigo
A China desmontou a máquina da ASML — e meses depois anunciou a sua
Impedida de comprar as litografadoras que fabricam os chips avançados, a China teria aberto uma máquina holandesa parafuso a parafuso, quebrado, e chamado o suporte técnico. Em julho de 2026 anunciou produção em massa de litografia própria — ainda quatro gerações atrás, mas avançando num momento em que sua marinha, a maior do mundo em número de navios, cerca Taiwan com exercícios de bloqueio.

Artigo
As tulipas de silício: por que a memória virou ativo especulativo
Três empresas controlam 90% da memória do mundo, respondem a um processo por combinar preços — e já venderam toda a produção de 2027 antes de fabricá-la. A diferença entre uma bolha e um cartel é quem controla a torneira, e desta vez a torneira tem dono.

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A Alibaba dá sua inteligência artificial de graça, e o mundo inteiro já constrói em cima dela
Foram 3 bilhões de downloads dos modelos Qwen em seis meses, contra 227 milhões da Meta: a empresa chinesa não está tirando clientes da OpenAI — está virando a base sobre a qual esses clientes trabalham.

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A serpente que morde a própria cauda: memória, IA e um ciclo que ninguém projetou
A inteligência artificial consumiu tanta memória que a DRAM subiu 90% num trimestre — e a mesma escassez que ela criou virou o teto que limita o seu crescimento, porque o gargalo da IA nunca foi processamento: sempre foi memória.

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O Estreito de Ormuz chegou ao carrinho de compras brasileiro
A guerra no Irã dividiu o mercado nacional em dois: a Petrobras valoriza 38% no ano enquanto o índice de consumo cai 15,5%, e o frete de um contêiner asiático saltou de US$ 1.500 para até US$ 8.000 — a conta que chega na Black Friday.





