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Call of Duty: Modern Warfare 4 sai nesta sexta: guerra na Coreia, Switch 2, dublagem em português e fora do Game Pass

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Matéria narrada pelo Professor

Call of Duty: Modern Warfare 4 chega nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, ao PlayStation 5, ao Xbox Series X|S, ao computador e, pela primeira vez em mais de dez anos num Modern Warfare, a um console da Nintendo, o Switch 2. A campanha leva a guerra à Península Coreana, depois de uma invasão total da Coreia do Sul pela Coreia do Norte. No Brasil, o jogo custa a partir de R$ 299 no Steam e R$ 349,90 no PS5, com dublagem em português. Uma mudança pesa para os assinantes: pela nova regra da Microsoft, ele não entra no Game Pass no lançamento, só no fim de 2027. Este artigo explica a data e o horário, as plataformas, a campanha, o multiplayer, o modo DMZ, os preços e o que diz a crítica.

Modern Warfare 4 em números

Item Dado
Lançamento sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Estúdio Infinity Ward, com Beenox (PC) e Digital Legends (Switch 2)
Plataformas PS5, Xbox Series X S, PC (Battle.net, Steam e Xbox no PC) e Switch 2
Fora PS4 e Xbox One
Game Pass não no lançamento; chega no fim de 2027
Campanha 16 missões, na Coreia, em Nova York, em Paris e em Mumbai
Modos campanha, multiplayer e DMZ
Classificação no Brasil 18 anos
Português dublagem completa, segundo o Steam

Os dados vêm do blog oficial de Call of Duty e das lojas da PlayStation e do Steam.

A estreia no Switch 2

A versão de Switch 2 é uma das novidades da edição. Ela foi feita especificamente para o console da Nintendo, em parceria com o estúdio Digital Legends, e não é uma versão pela nuvem, segundo o blog oficial de Call of Duty. É o primeiro Modern Warfare num console da Nintendo em mais de dez anos. Na beta de agosto, os donos de Switch 2 só participaram da segunda semana, a beta aberta.

Os Modern Warfare estavam fora das plataformas da Nintendo havia mais de uma década, e a volta acontece com a Activision sob o comando da Microsoft, que concluiu a compra da empresa em 2023. Para quem tem só o Switch 2, é a primeira chance de jogar a série principal no console no dia do lançamento. No computador, a versão é produzida com o estúdio Beenox e sai em três lojas: Battle.net, Steam e o aplicativo do Xbox.

Data e horário no Brasil

A Activision não divulgou um horário único de liberação. Na PlayStation Store do Brasil, o jogo libera à meia-noite de 23 de outubro, no horário de Brasília. O registro do Steam indica 2 horas da manhã do mesmo dia, em Brasília; a loja mostra a data de 22 de outubro porque usa o horário dos Estados Unidos. O download antecipado está liberado desde 15 de outubro, para quem já comprou.

Quem pré-comprou a versão digital já joga parte do conteúdo: a campanha liberou em 16 de outubro, e o modo DMZ, em 20 de outubro, no acesso antecipado.

Fora do Game Pass no lançamento

Para os assinantes do Xbox, a notícia mais importante é a ausência no Game Pass. “Modern Warfare 4 não estará disponível no Game Pass no lançamento”, informou a equipe de Call of Duty em 15 de outubro. O jogo chega ao serviço no fim de 2027.

A regra vem de abril. Em 21 de abril de 2026, a Microsoft anunciou que os novos Call of Duty deixariam de entrar no Game Pass Ultimate e no PC Game Pass no dia do lançamento, chegando ao serviço na temporada de festas do ano seguinte. Em troca, baixou o preço do Ultimate de US$ 29,99 para US$ 22,99 nos Estados Unidos, e, no Brasil, de R$ 119,90 para R$ 76,90. O Ultimate continua com Black Ops 7, Black Ops 6 e Modern Warfare 3.

Na loja do Xbox no Brasil, o modo multiplayer online exige ao menos o Game Pass Essential, e jogar pela nuvem exige ter comprado o jogo.

A campanha: guerra na Coreia

A história se passa numa guerra na Península Coreana, depois de uma invasão total da Coreia do Sul pela Coreia do Norte. O jogador controla o soldado sul-coreano Park Hyun Jun e seu esquadrão. Em paralelo, o Capitão Price, personagem central da série e agora foragido, faz uma caçada por vingança. São 16 missões, que passam pela Coreia, por Nova York, Paris e Mumbai, segundo o blog oficial.

A imprensa noticiou que o ator dinamarquês Mads Mikkelsen interpreta o vilão, chamado The Archer, mas parte das fontes diz que falta confirmação oficial, segundo o site CGMagazine.

Multiplayer e DMZ

O multiplayer chega com 20 mapas: 12 mapas principais para seis contra seis, três de Ground War para 32 contra 32, quatro de Gunfight para dois contra dois e o Kill Block, um mapa modular que muda entre as rodadas, com mais de 500 configurações. O clássico Shipment, um dos mapas pequenos mais populares da história da série, chega em 27 de outubro. São mais de 12 modos, entre eles os novos Inflation, Hijack, Collateral e Combat Outpost; Infected e o novo Possession entram no Halloween.

Conteúdo Quantidade
Armas 33
Operadores 33
Killstreaks (recompensas por sequência de abates) 17
Níveis 1 a 55, mais 10 Prestígios e 1.000 níveis de Prestige Master

O Kill Block é a aposta de mapa da edição: em vez de um cenário fixo, blocos de construções e corredores se rearranjam a cada rodada, o que obriga o jogador a reaprender o terreno em vez de decorar as rotas. A progressão segue o modelo dos últimos anos: o jogador sobe do nível 1 ao 55, pode reiniciar a contagem em troca de recompensas, o chamado Prestígio, por dez vezes, e depois continua por mil níveis de Prestige Master. A Infinity Ward avisou que a Temporada 1 não terá desafios semanais e que haverá um evento especial no dia do lançamento.

O DMZ é o modo de extração: o jogador entra numa área, cumpre objetivos e precisa sair vivo com o que coletou. Vem incluído no jogo, se passa em Hajin, uma “zona de exclusão”, e tem uma trilha própria de 70 níveis. Não há modo Zombies anunciado. A partir da Temporada 1, o Warzone, o battle royale gratuito da série, integra o conteúdo do Modern Warfare 4, e a versão do Warzone para PS4 e Xbox One deixa de funcionar.

O que mudou depois da beta

A beta do jogo aconteceu entre 21 de agosto e 1º de setembro. Segundo o site TweakTown, teve pico de cerca de 115 mil jogadores simultâneos no Steam e perdeu mais da metade em um dia, com avaliações mistas e queixas sobre a ajuda de mira, o tempo para eliminar um adversário e mapas pequenos, segundo o MP1st.

As notas de atualização do lançamento, publicadas pela Infinity Ward em 21 de outubro, respondem a essas críticas. O estúdio refez o equilíbrio de todas as armas e adotou como base o tempo para eliminar um adversário da segunda semana da beta, que “foi o preferido em todos os níveis de habilidade”. Admitiu que o equilíbrio entre as armas “não ficou exatamente certo” na beta. A corrida tática, antes automática, virou uma vantagem opcional chamada Blood Rush, e a resistência do drone de reconhecimento UAV subiu de 100 para 150.

Quanto custa no Brasil

Versão Preço
PS5, padrão R$ 349,90
PS5, Edição Cofre R$ 479,90
Steam, padrão R$ 299,00
Steam, Vault R$ 463,90
Steam, upgrade para Vault R$ 164,90

Os preços vêm da PlayStation Store e do Steam; as páginas do Xbox e do Switch 2 não mostram o valor em reais. São três edições: a Digital Padrão, a Digital Cofre e a Física Padrão, esta só para console. Quem prefere o disco não tem a opção da Edição Cofre, e quem compra a versão física não recebe o acesso antecipado, que vale só para a pré-venda digital. No PS5, jogar online exige a assinatura PS Plus. A Edição Cofre traz pacotes de operadores, armas especiais, uma temporada do passe premium BlackCell e um bônus para o DMZ. Quem já tem algum Call of Duty ganha 10% de desconto nela até 23 de outubro.

Requisitos no computador

Nível Configuração
Mínimo Ryzen 5 1400 ou Core i5-6600, 8 GB de RAM, GTX 970/1060 ou RX 470
Recomendado (90 quadros por segundo) Ryzen 5 3600 ou Core i7-8700, 16 GB, RTX 3060 Ti ou RX 6600 XT
Ultra com ray tracing em 4K RTX 5070 Ti ou RX 9070 XT, 32 GB

O jogo pede 115 GB de espaço em SSD e os recursos de segurança TPM 2.0 e Secure Boot do Windows, segundo o suporte da Activision. A Activision não publicou o tamanho oficial do download nos consoles.

O que diz a crítica

Ainda não há nota média no Metacritic: os veículos publicaram impressões parciais, quase todas sobre a campanha, à espera de jogar mais o multiplayer e o DMZ. Segundo o resumo do Kotaku, o GameSpot chamou a campanha de a melhor da série desde o Modern Warfare de 2019; a IGN foi positiva, sem colocá-la entre as melhores; a PC Gamer elogiou fases específicas e criticou a história apressada. O GamesRadar comparou a campanha a “fast food”, mas acima de Black Ops 7 e Modern Warfare 3.

O site Destructoid destacou o visual, que considerou o melhor da franquia no computador. Mads Mikkelsen, citado como vilão, aparece pouco, segundo críticas reunidas pelo Kotaku, que descrevem o papel como mal aproveitado.

No Steam, o jogo tem avaliações “muito positivas” no acesso antecipado: 5.544 positivas de 6.055, cerca de 91%, em consulta de 21 de outubro.

O que fica

Modern Warfare 4 chega com uma campanha mais elogiada que as dos últimos anos, dublagem em português e a estreia num console da Nintendo. A diferença em relação aos anos anteriores está no bolso do assinante: quem contava jogar pelo Game Pass terá de comprar o jogo ou esperar até o fim de 2027. Para os outros, a partir de R$ 299 no computador, o jogo libera na madrugada desta sexta.

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