The Division Resurgence: a Nova York da série de tiro da Ubisoft, de graça no celular e no PC
Matéria narrada pelo Professor
Tom Clancy’s The Division Resurgence é o capítulo gratuito da série de tiro em mundo aberto da Ubisoft. Ele chegou ao Android e ao iPhone em 31 de março de 2026 e ao PC, pela Steam e pelo Ubisoft Connect, em 5 de agosto, com o progresso compartilhado entre celular e computador. A história se passa em Nova York, entre o primeiro The Division e o segundo, e mantém o que fez a fama da série: combate com uso de cobertura, coleta de equipamento, a Zona Cega e partidas cooperativas com até quatro jogadores. Tem menus e legendas em português, classificação de 18 anos e compras dentro do jogo. A recepção da crítica ficou entre o bom e o morno, com média 76 no Metacritic, e o jogo está na segunda temporada. Esta matéria explica o que ele é, como se joga, quanto custa jogar e o que a crítica disse.
A ficha
| Item | The Division Resurgence |
|---|---|
| Desenvolvimento e edição | Ubisoft, com estúdios móveis no Vietnã, em Singapura, na Inglaterra, na França e na China |
| Lançamento no celular | 31 de março de 2026 (Android e iOS) |
| Lançamento no PC | 5 de agosto de 2026 (Steam e Ubisoft Connect), após acesso antecipado desde 28 de abril |
| Consoles | sem versão; no celular, aceita controles de PS5, Xbox e Backbone |
| Gênero | RPG de tiro em terceira pessoa, com mundo aberto compartilhado |
| Motor gráfico | Unreal Engine 4 |
| Preço | gratuito, com compras internas |
| Idiomas | menus e legendas em português do Brasil; vozes em inglês |
| Classificação | 18 anos (violência e linguagem imprópria) |
| Notas | Metacritic 76 (iOS); Google Play Brasil 4,8; Steam com avaliações "Mistas" |
| Temporada em curso | Temporada 2, fase 2, desde 16 de setembro de 2026 |
Uma longa estrada até o lançamento
O jogo foi anunciado em julho de 2022, com cadastro para testes fechados. Seguiram-se betas regionais em 2023, primeiro na Europa, na Austrália e no Chile, e depois nos Estados Unidos e no Brasil, a partir de novembro daquele ano. A Ubisoft chegou a prever o lançamento mundial para o fim de 2023, o que não se cumpriu.
Em julho de 2024, a empresa adiou o jogo para depois de março de 2025, dizendo que a equipe precisava de mais tempo. Vieram novos testes em setembro de 2025, começando pela Romênia, e um último beta nos Estados Unidos e no Brasil, entre novembro e dezembro de 2025, para convidados sorteados entre os pré-registrados.
A data foi anunciada em 3 de março de 2026, na transmissão comemorativa dos dez anos da série. O lançamento no celular veio em 31 de março, com o progresso dos testes zerado e um conjunto de roupas de bombeiro para quem entrou na primeira semana. A versão de PC passou por acesso antecipado no Ubisoft Connect a partir de 28 de abril e chegou oficialmente à Steam em 5 de agosto.
Quem fez
A Ubisoft aparece como desenvolvedora e editora. Segundo o produtor Pierre-Hugues Puechlong, em entrevista ao site mobilegamer.biz, o trabalho foi dividido entre estúdios da Ubisoft no Vietnã, em Singapura, em Newcastle, em Bordeaux e em Chengdu, sob a área de jogos para celular da empresa. O jogo foi feito no Unreal Engine 4, escolhido, segundo ele, pela compatibilidade entre Android e iOS e pela qualidade gráfica.
A história
Resurgence se passa em Nova York, numa história nova e oficial da série, situada entre The Division, de 2016, e The Division 2, de 2019. A cidade continua mergulhada no caos causado pela epidemia conhecida como “Green Poison”, e o jogador é um agente da Division, com a missão de proteger civis e retomar o território.
Voltam três facções conhecidas de quem jogou os anteriores: os Raiders, os Rikers e os Cleaners, que na versão brasileira se chamam Cremadores. A novidade são os Freemen, antigos preparadores para o fim do mundo, liderados por um personagem chamado Arthur King.
Como se joga
O coração é o mesmo dos jogos de console: tiroteio em terceira pessoa, com o personagem correndo de cobertura em cobertura, atrás de carros, muretas e barricadas, enquanto troca tiros com inimigos que também se protegem. A cada missão o jogador coleta armas e peças de equipamento, que podem ser fabricadas, modificadas e melhoradas, e avança numa árvore de talentos.
São cinco especializações, uma espécie de classe, cada uma com arma própria e uma habilidade suprema: Demolitionist, Bulwark, Field Medic, Tech Operator e Vanguard. Na loja brasileira, duas delas aparecem como Demolidores e Bastiões. A especialização pode ser trocada a qualquer momento.
O mapa tem mais de cem atividades, e os modos são variados.
| Modo | O que é |
|---|---|
| Campanha | sozinho ou em grupo, com até três companheiros |
| Zona Cega | a Dark Zone da série: área perigosa onde se enfrentam inimigos e outros jogadores, e o que se coleta precisa ser extraído da área para ficar com o jogador |
| Conflict | partidas entre jogadores |
| Legendary Challenge e Lone Wolf Challenge | desafios de alta dificuldade, em grupo ou sozinho |
| Clãs | grupos de jogadores, com base própria |
No celular, o controle é por toque na tela, com um tutorial em forma de treinamento, ou por controle Bluetooth. No PC, por teclado e mouse ou controle.
Celular e PC, com o mesmo progresso
Uma das marcas do jogo é a ponte entre as plataformas. Quem joga no celular pode continuar no computador, com o mesmo personagem, e jogadores de celular e de PC se encontram nas mesmas partidas.
Os requisitos, segundo as lojas e a Ubisoft:
| Plataforma | O que é preciso |
|---|---|
| Android | Android 6.0 ou mais novo; a Ubisoft recomenda 17 GB livres para um jogo de cerca de 10,5 GB |
| iPhone e iPad | iOS ou iPadOS 15 ou mais novo, com chip A12 Bionic em diante (do iPhone XS e XR para cá) |
| PC mínimo | Windows 11 de 64 bits, processador Core i5-8400 ou Ryzen 5 3400G, 8 GB de memória, vídeo integrado UHD 630 ou Vega 11, 30 GB de espaço |
| PC recomendado | placa de vídeo GTX 1650, RX 5500 ou Arc A380 |
No PC, o jogo usa um sistema antitrapaça que roda no núcleo do Windows.
Quanto custa jogar
O download é gratuito, e o produtor Pierre-Hugues Puechlong afirmou que dá para aproveitar o jogo sem gastar nada. Há, porém, uma loja interna. Na App Store brasileira, os pacotes de créditos vão de R$ 4,99 a R$ 499,90, o Passe Premium da temporada custa R$ 49,99 e o Passe Elite, R$ 99,99. A loja da Apple informa que o jogo tem caixas de recompensa aleatória, aquelas em que o jogador paga sem saber exatamente o que vai receber. Na Steam, o pacote inicial “Agent Starter Pack” sai por R$ 99,99.
A temporada em curso traz um passe com 50 níveis e uma arma exótica, a Diamondback, de graça.
O que a crítica disse
A recepção ficou dividida entre quem valorizou a fidelidade à série e quem se incomodou com o modelo de negócio.
| Veículo | Nota e aparelho | Elogios | Críticas |
|---|---|---|---|
| Pocket Tactics | 8 de 10, Android com controle | tiroteio e Nova York fiéis à série; bons controles por toque e por controle; muito conteúdo | inimigos que demoram a cair; pouca personalização visual |
| TechRadar | 80, Android | leva bem o estilo da série para o celular; boa Nova York pós-apocalíptica | precisa de aparelho potente; compras muito presentes; história presa ao nível do personagem |
| GamingTrend | 70 de 100, PC | partes de Manhattan inéditas na série; sistema de melhoria de armas; clãs | monetização insistente; excesso de moedas e recursos; facção Freemen pouco desenvolvida |
| TheSixthAxis | 6 de 10, iPad Mini 6 e iPhone 13 Mini | o ciclo de coleta de equipamento continua divertido; Zona Cega e partidas entre jogadores | história sem peso; menus confusos; 30 quadros por segundo no gráfico alto |
O ponto mais elogiado é a fidelidade. O Pocket Tactics, que jogou no Android com controle, escreveu que o tiroteio e a Nova York do jogo parecem saídos dos jogos de console, e registrou que o aparelho do teste rodou o jogo a 45 quadros por segundo em qualidade média. Também gostou da solução dos controles: tanto o toque quanto o controle físico funcionam bem. O TechRadar seguiu a mesma linha e destacou a ambientação pós-apocalíptica da cidade.
O GamingTrend, que jogou no PC, gostou de ver partes de Manhattan que a série ainda não tinha mostrado, do sistema de melhoria de armas e dos clãs. O TheSixthAxis, mesmo com a nota mais baixa do grupo, reconheceu que o ciclo de sair em missão, voltar com equipamento melhor e partir para um desafio maior continua divertido, como nos jogos anteriores.
As críticas se concentram em três pontos. O primeiro é o modelo de negócio: o GamingTrend chamou a monetização de insistente e reclamou do excesso de moedas e recursos diferentes, e o TechRadar notou as compras muito presentes. O segundo é a exigência de hardware: o TechRadar avisou que o jogo pede um celular potente, e o TheSixthAxis, que testou num iPad Mini 6 e num iPhone 13 Mini, registrou 30 quadros por segundo estáveis na qualidade gráfica alta. O terceiro é a história, descrita pelo TheSixthAxis como sem peso e, pelo TechRadar, como presa ao nível do personagem: para avançar na trama, é preciso subir de nível em outras atividades. O Pocket Tactics ainda achou que os inimigos demoram demais a cair, e mais de um veículo sentiu falta de mais opções de personalização visual do personagem.
No Metacritic, a versão de iOS tinha média 76, com sete críticas, e a de PC ainda não tinha média. Entre os jogadores, o retrato depende da loja: no Google Play brasileiro, o jogo tinha nota 4,8 em cerca de 107 mil avaliações e mais de um milhão de downloads; na App Store brasileira, 4,8 em cerca de 1,6 mil avaliações; na Steam, as avaliações estavam “Mistas”, com 63% positivas tanto nas recentes quanto nas escritas em português.
O lugar dele na série
Resurgence conversa com os jogos de console. Quem joga The Division 2 ganha itens no Resurgence, e o caminho inverso também vale. Enquanto isso, a série segue em outras frentes: The Division 3, anunciado em 2023 e em produção na Massive Entertainment, ainda não tem plataformas nem data. Outro derivado, The Division Heartland, foi cancelado em 2024. A Ubisoft prevê para o primeiro ano de Resurgence uma grande expansão de história, ainda sem data.
Para começar bem
Algumas orientações práticas, tiradas das informações oficiais e das críticas, ajudam nos primeiros dias.
– Confira o espaço antes de instalar. No Android, a Ubisoft recomenda 17 GB livres; no PC, são 30 GB.
– Faça o treinamento inicial. O tutorial ensina os controles por toque antes das primeiras missões.
– Experimente um controle físico. O jogo aceita controles de PS5, Xbox e Backbone no celular; o Pocket Tactics elogiou o jogo assim.
– Teste as especializações. Como a troca é livre, vale experimentar as cinco até achar a que combina com o seu jeito de jogar e com o grupo.
– Jogue em grupo. A campanha aceita até quatro jogadores, e a Zona Cega fica mais segura com companhia.
Números de mercado (estimativas, não dados oficiais)
| Estimativa | Quem estima |
|---|---|
| Cerca de US$ 717 mil gastos pelos jogadores na primeira semana, 45% deles nos Estados Unidos | AppMagic, empresa de análise de mercado, citada pelo PocketGamer.biz |
| US$ 2,82 milhões e mais de 3,4 milhões de downloads no primeiro mês | AppMagic, citada pelo site iXBT |
| Pico de 4.117 jogadores simultâneos na estreia na Steam | site Beebom |
A Ubisoft não divulgou números de jogadores nem de faturamento.
Para quem é
The Division Resurgence é para quem gosta do tiroteio tático da série e quer levá-lo no bolso, com a possibilidade de continuar no computador. Quem joga com amigos tem campanha cooperativa, Zona Cega e clãs. Pede, no celular, um aparelho com fôlego, e o melhor controle é o físico. Quem pretende jogar sem gastar deve contar com uma loja interna presente e com caixas de recompensa aleatória. Como é gratuito, a melhor forma de decidir é instalar e jogar as primeiras missões.
O fecho
Depois de quatro anos de testes e um adiamento, a Nova York da Division finalmente cabe no celular. A crítica reconheceu a fidelidade ao combate e ao clima da série e discordou sobre o peso das compras internas. Para os fãs, é a forma mais acessível de voltar às ruas de Manhattan enquanto The Division 3 não chega.
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